Qual seria o lugar de Deus na política terrena?

DeusEu acredito que cada partido político contém princípios incríveis que buscam gerar transformação e desenvolvimento em diversas esferas sociais, trazendo justiça, paz e alegria aos cidadãos e que tais princípios são legítimos, de corações que clamam por mudança. Ou seja, com isso eu quero dizer que cada partido contém,sim, valores que correspondem ao Reino de Deus (Romanos 14:17).

Porém o maior problema não está no ideal que eles carregam, mas no ser humano: nós que somos falhos acreditamos que podemos colocar a nossa plena confiança em homens falhos, desejando que eles solucionem todas as questões que enfrentamos.

Isso não sendo o suficiente, em seguida apontamos o dedo uns aos os outros, de acordo com o apoio político que cada um exerce. Ou seja, aquilo que deveria ser usado para nos unir, que deveria trazer o potencial de cada um à superfície, só nos separa mais e mais e, assim, entramos em um lugar que ao invés de buscarmos o melhor de cada um com o objetivo do bem social, passamos a nos enxergar como adversários, pessoas que devemos destruir.

É claro que eu não sou ingênuo ao ponto de pensar que por trás de belos discursos não existam interesses pessoais imbutidos, cheios de inveja, egoísmo e disputa de poder. Mas é por isso que neste momento eu oro, primeiramente, para que Deus venha a revelar o Seu amor e graça para aqueles que já exercem poder político. E, segundo, para que Ele também levante homens como José (Genesis 37-50).

E antes que você pense que quero envolver política com religião, você está enganado, meu amigo. Eu sou a favor de um Estado laico, porque historicamente podemos ver o mal que a igreja fez à humanidade em nome de Deus. Mas isso não quer dizer que eu seja a favor de um Estado ateu e nesse momento o que mais precisamos é de Deus.

E precisamos de homens como José, sim, que com direcionamento e sabedoria divina, livrou o povo da miséria. Ou, então, mulheres como Ester, cuja a coragem livrou o seu povo da morte, mesmo sabendo que precisaria colocar a sua própria vida em risco.

Precisamos de homens e mulheres que se pareçam com Jesus, que estejam em suas posições política para servir. Homens e mulheres que tenham um relacionamento íntimo com o Pai, conheçam sua identidade em Cristo e sejam guiados pelo Espírito Santo para trazerem melhorias para o nosso sistema de educação, saúde, transporte, segurança, etc.

Porém, temos que ter algo firme em nossos corações: ainda que esses homens e mulheres venham a aparecer, certamente com inspiração divina eles conseguirão contribuir para que tenhamos uma melhor experiência nessa Terra – o que é algo incrível! Eles podem resolver crises econômicas, políticas, entre muitas outras, dependendo do seu grau de influência. Todavia nenhum deles será capaz de resolver a nossa crise de identidade, de que somos filhos amados por um bom Pai.

Todos eles podem contribuir para que o nosso país tenha uma melhor infra-estrutura.
Mas nenhum deles será capaz de nos dar vida.
Todos eles podem fazer um excelente trabalho capaz de deixar registros em livros de História.
Mas só Jesus é capaz de nos salvar eternamente.

Ou seja, é muito importante que você busque sabedoria na hora de escolher o seu candidato.
Mas não dê a homens e mulheres um lugar que deveria ser apenas de Deus.

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Jesus ama o Neymar, sim!

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No final dos Jogos Olímpicos do Rio fomos presenteados. E não foi apenas com mais uma vitória da seleção brasileira, mas foi com o primeiro ouro olímpico do futebol masculino, de uma equipe que foi extremamente criticada e muito desacreditada. Afinal, quem imaginou que venceríamos a Alemanha após o inesquecível 7×1 em 2014? Porém, depois de um jogo bem disputado, conseguimos a tão sonhada medalha!

Só que algo acabou chamando mais atenção do que o lugar no topo do pódio: a polêmica briga de Neymar. Pois, como todos sabemos, no momento da celebração ele acabou tendo um conflito com um torcedor, xingando palavrões em sua direção, com uma faixa em sua testa onde dizia: “100% Jesus“.

“Jesus teria virado a outra face”
“Neymar não é cristão”
” Jesus é 0% Neymar”
E assim por diante…

Mas quantas vezes eu também já não me encontrei em uma posição em questionar a fé em alguém devido aos frutos produzidos? E é nesse momento que eu me lembro do que Jesus disse sobre a videira e os ramos, ensinamento que encontramos em João 15, que diz: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo aquele que dá fruto Ele poda, para que dê mais fruto ainda (…)”

Intensionalmente eu deixei em negrito a parte que diz que Jesus corta o ramo que não dá fruto. Afinal, quantas vezes eu já não ouvi alguém ministrar essa passagem com o foco nesse pequeno versículo?! Só que a palavra grega usada para CORTAR é “AIRO”, que na maioria dos textos foi mal traduzida e o seu significado é LEVANTAR.

“Levantar” sugere uma imagem de agricultor se abaixando para erguer um galho, porque os galhos novos de uma vinha tendem a ir pra baixo e crescer perto do chão. Com isso, eles não conseguem produzir frutos porque quando os galhos crescem junto ao chão, as folhas ficam cobertas de poeira e quando chove, ficam cheias de lama e mofam.

Mas o objetivo de Deus é de nos fazer frutíferos e não nos fazer queimar no fogo.
Ele deseja que sejamos frutífero e que geremos mais frutos.

Quando um ramo adoece, o que se pode fazer? Cortar e jogar fora? De jeito nenhum! Ele é valioso demais para isso! Então, para recuperar os ramos, o agricultor passa com um balde d’água à procura desses galhos e em seguida os levanta e os lava, para que venham a se tornar frutíferos novamente.
Com isso, o que ele está fazendo?
Ele está dando direção.

E quantas vezes tivemos a convicção de que Jesus era o nosso Salvador mas tudo o que precisávamos no momento era de uma direção para continuar dando frutos?

Com isso, eu não estou buscando passar a mão na cabeça de Neymar e dizer que concordo com sua atitude nessa ocasião ou em muitas outras que vemos na mídia. Tais posicionamentos não revelam o amor do Pai.

Mas, assim como o Pai não desiste dele, eu prefiro ser alguém que encoraja, que constrói, que lança palavras de fé, mesmo que ele não venha a ouvir nenhuma delas, mas com o coração na expectativa de que Deus venha a trazer pessoas ao seu redor que o motivem a viver a plenitude daquilo que o Pai o criou pra ser: um filho que manifesta o Seu amor com sinais e maravilhas e impacta de forma sobrenaturalmente natural aqueles que estão ao seu redor. Porque isso é ser 100% Jesus e é pra isso que ele foi chamado pra viver!

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Por Que A Culpa É Sempre De Deus?

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Deus é bom! Talvez muitas pessoas e circunstâncias queiram dizer o oposto dessa afirmação, mas Ele é sempre bom. Olha quanta coisas incrível Jesus fez:

1- Certa vez uma tempestade pegou os discípulos de surpresa e começou a inundar o barco em que eles se encontravam. Jesus, dormindo, foi chamado às pressas. E o que Ele fez? Ele acalmou a tempestade.

2- Em diversas ocasiões as pessoas se aproximaram de Jesus com necessitando cura. E o que Ele fazia? Ele curava a todos que vinham até Ele.

3- Em um outro momento, quando ensinava no deserto, antes de despedir a multidão, decidiu alimentá-la para que não viessem a desfalecer no meio do caminho. Porém, só encontrou 5 pães e 2 peixes. Mas foi o suficiente para que Ele multiplicasse e deixasse a todos satisfeitos.

4- E quando Jesus foi abordado pelos cobradores de impostos sobre a sua contribuição, pediu para que Pedro fosse ao mar e jogasse o anzól e que dentro de um peixe acharia a provisão necessária.

Além dele ter vindo para nos dar a vida eterna, Ele ainda resolveu o problema da dificuldade física, de ordem natural, do emocional e da necessidade material!

Mas tem um grande motivo para Ele agir dessa forma: Jesus só fazia aquilo que Ele via o Pai fazendo.

E durante a sua jornada na Terra, Ele acaba nos deixando um legado bem interessante: “Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai”

Então por que ainda insistimos em culpar a Deus pelas coisas que não compreendemos?

E quando tudo não sai da forma que a gente espera, por que insistimos a diminuir o Evangelho ao grau da nossa experiência?

O Pai continua fazendo grandes coisas!

É claro que Deus é soberano. Mas nós somos chamados para sermos portadores da esperança em um mundo decaído, quebrado e sofrido, demonstrando o seu amor e a sua bondade de forma naturalmente sobrenatural. Ele colocou o Seu próprio Espírito dentro de nós para que não vivéssemos aquém da realidade desse mundo.

Mas isso só será possível quando nós entendermos que a nossa missão não é simplesmente ir pro céu, mas estabelecermos o Céu na Terra.

Está na hora da gente começar a parar de apontar o dedo, tanto pra Deus quanto pra nós mesmos, tentando buscar uma saída para algo parece inexplicável. Pois uma coisa é certa: quanto mais avançamos na revelação de que somos filhos e filhas, mais paramos de culpar a Deus pelas coisas que aconteceram ou deixaram de acontecer, porque Deus é bom!

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Eu tenho certeza de que ele pode impactar alguém que você conhece!

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Nós Não Somos Pecadores, Nós Somos Santos

pecadores santosEu já tinha escrito o texto “E quem foi que disse que você é um pecador?“. Mas, recentemente, eu encontrei esse artigo do Kris Vallotton, pastor da Bethel Church e diretor da Bethel School of Supernatural Ministry; e resolvi traduzir e compartilhar com vocês, pois eu creio que esse é um assunto muito importante para o crescimento e amadurecimento da Igreja. Espero que vocês sejam abençoados por essa mensagem.


Você já se perguntou que se nós realmente somos novas criaturas e não batalhamos mais contra a carne, então como é que ainda pecamos? Isso significa que ainda temos a natureza pecaminosa? Deixa eu te perguntar o seguinte: Adão e Eva tinham a natureza pecaminosa quando eles caíram? A resposta é “não”. Adão e Eva provaram que você não precisa da natureza pecaminosa para pecar. Depois que Deus criou Adão e Eva, ambos macho e fêmea, Ele olhou para tudo o que fez e disse que era “muito bom” (Gn1:31). Se Adão e Eva tivessem a natureza pecaminosa, Deus não os teriam chamados de “muito bom”.

ACREDITANDO EM UMA MENTIRA

Isso mostra que tudo o que você precisa para pecar é do livre arbítrio e a capacidade de acreditar em uma mentira. Todos os cristãos possuem essa qualidade e é por isso que o apóstolo João ensinou para não nos enganarmos sobre quem nós éramos antes de sermos purificados do pecado e quem nós nos tornamos após sermos purificados:

“Se afirmamos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. (…) Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (1 Jo 1:8-9, 2:1)

João deixa claro que todos nós chegamos a Cristo como pessoas que “tem pecado” – isto é, que são propensas a pecar. Afinal, Deus só salva pecadores. Não importa quão legais, atenciosas, generosas e amigáveis as pessoas são, elas continuam inerentemente propensas a fazer errado se elas não conhecem a Jesus. Assim, a primeira forma que podemos enganar a nós mesmos é ao declarar que nós não temos pecado que precisa ser perdoado.

NOVA CRIAÇÃO

Mas o objetivo da carta de João era para que nós não pecássemos, o que só é possível se a purificação que recebemos de Cristo removeu a nossa antiga propensão ao pecado. Isso é o que a experiência de batismo como nova criação nos fez. Nossa antiga natureza se afogou, e nós saimos da água com um novo espírito, um espírito que clama: “Abba Pai!”. No mais profundo do nosso interior, nós agora somos pessoas incríveis que amam de forma inerente e que desejam pelo Pai celestial, assim como Jesus deseja. Não há nenhum mal intrinsecamente presente em nós. Temos o coração dos Ceús.

Na verdade, Deus tem feito tanto para nos preparar para uma vida santa que se (não quando) nós pecarmos, nós realmente precisaremos de um advogado para ajudar a defender o nosso caso. Assim, depois de termos confessado os nossos pecados, a segunda forma que podemos enganar a nós mesmos é ao dizer que nós conhecemos a Deus enquanto ainda praticamos o pecado. E uma das melhores formas de fazer isso é abraçar a crença de que nós ainda somos pecadores por natureza. Se nós acreditarmos que somos pecadores, vamos continuar a pecar.

NÃO MAIS PECADORES

É por isso que João nos ensinou a acreditar que nós não vamos pecar quando aprendemos a permanecer em Cristo. Ele escreve: “Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu (…) Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado porque é nascido de Deus.” (1 Jo 3:6,9)

Wow! Essas palavras são fortes. “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado”. Essas passagens realmente direcionam ao ponto ao qual eu quero ir: todos nós que conhecemos a Deus não estamos em guerra com a carne. Nós não somos mais pecadores. Mas nós temos, sim, um inimigo mal que é um pecador. Ele está continuamente acusando o Corpo de ter a sua própria natureza perversa. Ele está tentando nos fazer acreditar nele, e nos fazer esquecer quem realmente somos e de nos desqualificar do nosso destino divino de colocá-lo debaixo de nossos pés.

NÓS PODEMOS ESCOLHER PECAR

Deixa eu ser claro que eu não estou dizendo que nós nunca escolheremos pecar ou nunca vamos precisar nos arrepender depois que termos nascido de novo. Como eu disse, tudo o que precisamos para pecar é do nosso livre-arbítrio e a capacidade de acreditar nas mentiras do inimigo, e os cristãos possuem ambos. Podemos de fato escolher o pecado, e consequentemente precisamos de arrependimento. O que estou dizendo é que nós não pecamos naturalmente porque nós não temos mais a natureza pecaminosa que é casada com a Lei. Nossa antiga natureza foi crucificada com Cristo, nós somos novas criaturas casadas com Cristo em uma Nova Aliança.

A vida cristã normal não é pra ser um exaustivo combate com um homem morto, mas é uma vida abundante e cheia de alegria com Deus, temperada com uma temporada ocasional de uma forte resistência do nosso inimigo.

Texto original: We are not sinner, we are saints.

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4 Motivos Para Não Ser Um Cristão “Desigrejado”

IMG_0008Um dos textos mais acessados no blog é o “Me desculpe se a igreja te machucou” e eu já considero esse um motivo suficiente para me indicar que existem diversas pessoas bem calejadas quando se refere a viver em comunidade. Pessoas que foram machucadas pela mentira, pelo controle, pelo medo e por diversas circunstâncias e decisões tomadas pelos homens que nem de longe revelavam o amor de um bom e gracioso Pai que tanto se é pregado nos púlpitos.

Assim, com isso, eu não estou aqui colocar uma lista de regras ou apontar o dedo, mas talvez os tópicos a seguir venham a te encorajar a ir além. Pois eu sei que ao ler o título, você pode ter pensado: “Gabriel, eu sou Igreja”, e isso não deixa de ser verdade. Mas com esse argumento acabamos acreditando em um estilo de vida muito individualista, quando a Bíblia nos mostra diversas histórias de vida em comunidade. E é sobre isso que eu quero falar!

1- Você faz parte de uma familia

Jesus não orou apenas para que fôssemos um com ele, mas para que fôssemos um com os outros. Você não foi chamado para fazer parte da “empresa do Reino de Deus”, mas para estar numa familia, em uma comunidade; onde você pode fortalecer os outros e ser fortalecido. 

Jesus veio, sim, para restaurar o seu relacionamento com o Pai, mas também veio para restaurar o seu relacionamento com o próximo. E muitas vezes isso segue na contra-mão da nossa cultura contemporânea porque, hoje, parece quase que uma virtude uma pessoa que é totalmente independente. Porém no isolamento somos muito mais fracos e isso é reflexo da vergonha, a arrogância ou a amargura que tenta separar das pessoas.

2 – Deus fala através das pessoas de forma sobrenatural

Quantas vezes você não foi impactado com uma simples conversa?
Isso já aconteceu comigo várias vezes! 

Em I Co 12, por exemplo, vemos que diversos dons do Espírito são voltados sobre liberar uma palavra para abençoar uma vida. Eu sei que muitas pessoas acabam se apropriando dos dons como forma de manipulação, mas isso não quer dizer que um dom não seja legítimo. E você precisa saber que o Espírito Santo te capacita para discernir o que você deve ou não receber.

Eu também sei que Deus não fala ao nosso coração apenas dessa forma, mas quando você se desconecta das pessoas, você se desconecta de uma das principais formas que Deus fala.

3- Oportunidade para crescer em humildade e em amor

A Palavra nos encoraja a nos submetermos uns aos outros (1Pe5:5) e você só pode se submeter a alguém que você tem um relacionamento. É em comunidade que temos a oportunidade de  aprender a caminharmos juntos ainda quando não concordamos em tudo. Aprendemos a honrar, amar e respeitar da mesma forma que recebemos do Pai.

Falando isso, eu não estou apoiando o relacionamento com pessoas abusivas, porém o amadurecimento como um todo. Afinal, você não cresce sozinho e manifestação do amor do Pai hoje é visto através dos nossos relacionamentos e não através de uma vida independente.

4- Comunidade inspira coragem

Seguir a Cristo é um ato de coragem porque Jesus está sempre nos desafiando a caminhar de fé em fé; e crescer em alguma área pode parecer um tanto quanto assustador. Ou seja, se você vai fazer aquilo que Jesus te chamou pra fazer, é preciso de coragem. E nessa jornada você vai precisar de pessoas que vão te encorajar e que vão dizer o quão incrível você é em Cristo Jesus! E como é bom encontrar pessoas que torcem por você e que desejam o seu melhor!

Além disso, quando você caminha em comunidade, você pode acabar abençoando alguém com a coragem que você carrega em um momento que tal pessoa precisa. Seja uma benção!

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Quando DEUS Quebrou o Meu Preconceito Em Relação Ao Ministério de Dança

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Saara Taina – Bethel Church

Há uns anos atrás eu tinha um certo preconceito em relação ao ministério de dança que eu vi nas igrejas porque sempre achei meio sem sentido e sem propósito. Mas Deus começou a quebrar isso em mim e o ápice dessa jornada foi em 2013, quando fiz pra uma viagem missionária para as Filipinas.

Na metade da viagem, fizemos um evento evangelístico em um shopping de Manila, que envolvia a utilização de muita arte para ministrar sobre a vida das pessoas e logo no começo contamos com a participação de uma banda. Com o som rolando, as pessoas foram se aproximando aos poucos e, junto com a música, algumas meninas da equipe começaram a dançar.

Mas tinha uma menina, em especial, que fez a dança mais estranha que eu já tinha visto: ela balançava os braços de uma forma tão desengonçada que eu nem sei explicar direito. E dentro de mim eu pensava: “isso não pode ser de Deus”.

Então teve um momento bem no meio do louvor que alguém subiu no palco para fazer um apelo, perguntando quem gostaria de receber Jesus em sua vida. E, na mesma hora, um homem de aproximadamente 40 anos que estava à minha frente, levantou a mão.

Eu saí do meu lugar e fui orar com ele e logo em seguida eu senti direção de perguntar se ele queria ser batizado com o Espírito Santo. Ele respondeu que sim e em menos de trinta segundos depois começou a falar em línguas. Foi incrível!!!

Mas eu fiquei com uma certa curiosidade e perguntei pra ele antes de me despedir: “o que te fez parar aqui no meio do shopping em pleno dia de semana e tomar a decisão por receber Jesus em sua vida?”

E ele me respondeu: “bem… eu estava caminhando, ai ouvi a música e decidi parar um pouquinho. Quando eu vi aquela menina dançando (ele aponta para a menina que dançava estranho), eu descobri o que era verdadeira alegria. E eu sabia que eu queria aquilo para a minha vida”

As suas palavras acabaram comigo, no bom sentido! Pois isso me levou a buscar enxergar as coisas que as vezes eu não entendo através dos olhos do amor e da graça do Pai e ver o que Ele está querendo fazer.

Com isso eu não estou falando que não existem desafios e coisas para serem alinhadas e corrigidas, em cada ministério. Eu também não estou falando que devemos desligar o nosso discernimento ou deixar de andar à luz da Palavra. E também não quero dizer que precisa ser tudo uma bagunça.

Mas se muitas vezes nos deixarmos dominar pela crítica pelo simples fato de não compreendermos a manifestação do amor de Deus, podemos acabar matando o potencial que existe dentro do Corpo.

Não me sinto nem um pouco chamado pro ministério de dança, mas o que eu quero ver é pessoas se entregando a Jesus, com dança ou sem dança, com música ou sem música, com arte ou sem arte. Mas, principalmente, da forma que Ele direcionar. E isso demanda relacionamento e sensibilidade pra ouvir a Sua voz, e não uma fórmula perfeita de como tudo precisa sempre ser.

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Tudo Bem Se Não Estiver Tudo Bem

Depois de morar dois anos na Califórnia, em 2014 eu estava pronto pra voltar pro Brasil. Eu sabia que aqui era o meu lugar! A expectativa era tão grande, que eu me lembro de contar os dias para novamente pisar no meu Rio de Janeiro! Deus tinha colocado a minha própria cidade em meu coração e eu não via a hora de começar uma nova etapa.

A chegada foi muito melhor do que eu esperava: em meu primeiro dia eu consegui um emprego temporário e com o tempo fui revendo familiares e amigos, matando a saudade da comida, iniciando uma nova rotina e até fui abençoado financeiramente por um casal que eu conheci lá fora. Não tinha como estar melhor!

Esses foram os quatro primeiros meses.

Pois da mesma forma em que todas as portas se abriram juntas, assim elas se fecharam.

Eu sei que no fundo eu sempre soube que algumas escolhas que eu estava tomando não iam exatamente pra onde Deus queria me levar, mas elas eram mais convenientes aos meus olhos naturais.

Então por mais que eu tentasse fazer tudo certo, tudo começou a dar muito errado de uma forma que eu realmente não esperava.

Com isso, nos meses seguintes, a minha perspectiva começou a ficar muito embassada pela desesperança e uma onda de frustração começou a ganhar espaço. Eu realmente gostaria de dizer que eu estava chateado, mas isso nem chega perto de dizer como eu estava me sentindo. Era além disso!

Mas eu não admitia.

Me senti muito machucado pelas coisas que ouvi e por algumas decisões que me afetaram e por isso eu comecei a ter muita dificuldade de confiar nas pessoas. Então eu não me dava a liberdade de ser vulnerável, porque “de jeito nenhum eu vou dar sinal de fraqueza. É agora que eu preciso mostrar que eu sou durão”, eu pensava. 

Assim eu levava um sorriso no rosto como uma máscara para disfarçar a minha realidade. Eu dizia que andava em fé, quando estava em total negação.

Até que eu comecei a notar que o desapontamento que eu carregava começou a se tornar em amargura e isso estava me transformando em uma pessoa bem diferente da qual eu sempre fui, me dando uma visão muito negativa de tudo e de todos. Eu comecei a perceber que o Gabriel que acordava todo dia como se fosse o melhor dia queria apenas passar o dia todo quieto no quarto, sem ser incomodado.

Sim, eu estava em crise.

Por isso comecei a procurar em mim mesmo diversas formas de melhorar a minha situação; ou então ficava relembrando do passado para desvendar o que eu poderia ter feito diferente para tentar reparar algum dano que eu talvez tivesse causado. Mas quanto mais eu tentava, mais eu sentia me afundando.

Foi então que eu pensei que sair do país seria uma boa ideia., pois se fosse pra recomeçar, era melhor fazer isso na Europa ou nos Estados Unidos. Afinal, eu já estava acostumado com a distância. Então comecei a procurar algumas oportunidades, mas percebi que essa opção não seria para avançar, e sim uma válvula de escape, uma maneira de fugir.

Também tentei comparar a minha dor com a de outras pessoas. Afinal, tinha muito mais gente no mundo que parecia estar numa situação bem pior do que a minha. Mas isso também não deu certo, porque ainda assim era uma dor legítima o que eu estava sentindo.

Nesse momento eu estava em “modo desespero” e muito cansado.

É claro que eu conversava com Deus, mas parecia que as orações não passavam do teto.

Até que eu precisei tirar a minha máscara, deixar o meu orgulho de lado, fechar o porta do meu quarto e dizer pra Deus palavras que estavam entaladas em minha garganta. Palavras que eu prefiro não reproduzir aqui. Palavras de um filho que estava se sentindo muito abandonado, por mais que eu soubesse que aquilo não era verdade.

E depois de colocar todo o lixo pra fora, eu simplesmente senti o Espírito Santo me dizendo com muito amor: “agora sim eu posso fazer algo por você. Por que como eu poderia ajudar alguém que não tinha um problema?”

Sério?! Depois de liberar todo o meu rancor com alguns bons palavrões, era assim que Ele me respondia?

Eu esperava mais um “você precisa limpar sua boca, filhinho”.

Mas não foi essa a Sua resposta. Tudo o que Ele queria é que a nossa relação fosse transparente. E eu estava tão decepcionado que eu não conseguia ver isso.

Ele conhecia o meu coração, assim como Ele conhece o de todos nós. Mas Deus entregou Jesus Cristo para que tivessemos um relacionamento íntimo com Ele. E muitas vezes tentamos vestir nossas próprias máscaras diante de Deus como medo do que Ele pode pensar se nos expormos. E, talvez, por isso muitos deixam de avançar para viver a plenitude daquilo que Deus tem pra eles.

Ele não tem medo dos seus podres porque muitas vezes os seus podres são por consequência do medo. Ele é aquele que traz liberdade plena, porque Ele é amor e o verdadeiro amor lança fora todo medo.

E foi na dor que a Sua graça me levou a um lugar que eu jamais poderia ir sozinho. Foi aonde eu descobri o que era viver uma vida onde a ofensa não tem mais espaço, na confiança plena de que o meu Pai está me guiando e cuidando de mim, em cada uma das minhas necessidades.

Porque, por exemplo, se você expremer uma maçã, você vai ter suco de maça. Se você expremer uma laranja, vai ter suco de laranja. Da mesma forma, quando as circunstâncias vierem nos pressionar, Cristo precisa ser refletido através de nossas vidas! 

Você vai passar, sim, por desafios. Mas eu repito as palavras de Paulo: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.”

Pois tudo o que eu precisava era parar de tentar agir pela minha própria força em relação aos meus problemas e admitir que eu não estava bem, preenchendo a minha mente com a realidade do Reino.

E foi na minha fraqueza, que Ele me fez forte, me capacitando para lidar com as desafios que surgem na minha frente, vivendo e liberando o Seu amor de forma sobrenatural através de um relacionamento cada vez mais íntimo, vivendo em total liberdade!

E isso é algo que está disponível para todos! 

Você só precisa se entregar, sem medo.

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9 Coisas Que Toda Pessoa Que Tem Problema Com PORNOGRAFIA Precisa Saber

Foto: leokandlin

Em março deste ano eu gravei um vídeo onde eu conto um pouco sobre meu processo de dizer “adeus” à pornografia e, desde então, eu tenho recebido dezenas de mensagens e e-mails onde pessoas compartilham suas histórias e pedem por ajuda. 

No vídeo (que eu recomendo que você assista antes de continuar a ler o texto) eu falo bastante da transparência, mas tem muitos outros aspectos que foram fundamentais para que eu andasse em plena liberdade! Por isso que quero compartilhar 9 coisas que toda pessoa que tem problema com pornografia precisa saber.

1- Você é AMADO

Após Jesus ter sido batizado, ele foi levado ao deserto. E foi no deserto que o diabo tentou fazer com que Jesus esquecesse de que ele era filho AMADO. E é no meio do seu deserto que o inimigo vai tentar fazer com que você se esqueça de que Deus te ama de forma incondicional. Por isso você precisa focar no amor do Pai, pois o Seu amor lança fora todo o medo. Deus te ama!

2- Você é PERDOADO

“Eu fiz de novo. Caí mais uma vez. Não sei se Deus pode me perdoar novamente.”, foi algo que eu ouvi de algumas pessoas. Meu amigo, Ele pode e Ele quer te perdoar. Se Ele não quisesse, Ele jamais enviaria Jesus. Deus quer que você experimente um romper muito mais do que você mesmo deseja. Se não fosse assim, Ele não entregaria o seu único filho para morrer por você! Ele te perdoou!

3- Você é SANTO

Em Cristo Jesus, você foi feito santo. E santo significa simplesmente “separado”.
Certa vez, ouvi o Kris Vallotton dizer: “se você acreditar que você é pecador, você vai pecar pela fé.”
A partir do momento em que você acredita em quem ele te chamou para ser interiormente, certamente você vai manifestar a plenitude dessa realidade exteriormente.
Se você quer ler mais sobre esse assunto, dá uma olhada no texto: “E quem foi que disse que você é um pecador?

4- Não tem a ver com sentimento

Ore, medite e renove a mente nos três primeiros tópicos. Peça que Deus te dê cada vez mais revelação do Seu amor pela sua vida. Muitas pessoas me enviaram mensagens dizendo: “Eu não sei se Deus me ama!”, “Eu não sei se Deus me perdoa!”, “Eu não sinto o Seu amor por mim!”. Eu juro que pensei: “O que essas pessoas estão ouvindo nas igrejas?”. Nós não fomos chamados para andar pelos sentimentos, mas pela fé. Se você não consegue crer naquilo que a Palavra diz ao Seu respeito, como você quer experimentar liberdade? Por isso,quando você não sentir nada, se posicione ainda assim! 

5- Deus se alegra por ter te criado

Acredito que você já leu ou ouviu esse versículo em algum lugar: “A alegria do Senhor é a vossa força”. Eu cresci na igreja, mas acho que eu não tinha muita revelação sobre isso. Porque foi no momento em que eu vi o Pai sorrindo para mim e se alegrando sobre minha vida, que eu fui fortalecido para enfrentar a pornografia. A Sua alegria nos mantêm fortes, prontos para enfrentar qualquer desafio!

6- Desenvolva alguns limites

Se você percebe que existe um certo padrão em sua vida que te leva a ver pornografia novamente, mude esse padrão. Mas lembre-se que os limites não se baseiam em uma mera lista de regras para te controlar, mas que eles servem para proteger os valores que você escolheu dizer “sim” e não para proteger algo que você tem medo de cair novamente. Assim, que o seu “sim” para viver em pureza seja mais alto do que o medo de cair em pornografia novamente.

7- Não se trata apenas de “confessar os pecados”

Eu ouvi MUITA gente dizer: “Gabriel, muito legal que você compartilhou com o seu amigo e experimentou romper. Mas é que eu já fiz isso, compartilhei com algumas pessoas e permaneço caindo! Como pode?”. O fato de ter compartilhado com um amigo  trouxe luz para o problema e quebrou o medo e a vergonha que me prendiam de experimentar um romper. Porém, o meu processo foi inverso. Eu sempre dizia: “Como é possível eu ainda cair nisso quando eu acredito em quem Deus me chamou para ser? Quando eu acredito que Ele me ama e me perdoa”. Eu sei do desafio que é compartilhar sobre essa luta com uma pessoa, mas, acima de tudo, você precisa renovar a sua mente na Palavra!

8- Não se sinta mal porque você foi tentado

Tentação é algo que acontece. Jesus mesmo foi tentado em todas as coisas! Mas não é sobre a tentação em si, e sim sobre o que você faz com ela. Depois do meu romper, meses depois eu me vi começando a buscar pelos mesmos sites em que eu não queria mais olhar. Mas bem rápido me veio o pensamento: “Por que eu estou começando a buscar por pornografia se eu não quero mais isso na minha vida?” e com apenas 1 click eu fechei a janela. O poder muitas vezes está em apenas 1 click e com uma mente renovada foi vai conseguir fazer a melhor escolha!

9- Mantenha a esperança

Não acredite que você irá lidar com isso para sempre. Essa é uma grande mentira que quer te levar pro fundo do poço! Eu mesmo tive problema com pornografia durante 10 anos! É muito tempo! É claro que cada vez que eu caía, parecia que eu estava num ciclo sem fim. Então como alguém que tem experimentado essa liberdade, eu digo: “é possível ser livre! E se hoje eu compartilho sobre a minha jornada, é porque eu acredito que hoje mesmo você pode encontrar plena liberdade também!

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Eu tenho certeza de que ele pode impactar alguém que você conhece!

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Os Religiosos São Os Outros

priestEu acho muito interessante como Deus tem quebrado preconceitos em minha vida que nem eu mesmo não sabia que tinha. E falo isso com relação aqueles que chamo de “irmãos em Cristo”. Ou seja, pessoas que acreditam em Jesus como Salvador, porém são de outras denominações.

Nesses últimos anos tenho tido a oportunidade de pregar em lugares bem diferentes daqueles que eu estava acostumado a frequentar. Bem diferentes mesmo! Com diferentes culturas, custumes e liturgias. E, apesar de tudo, nesses mesmos lugares eu também tenho conhecido pessoas incríveis com sede de transformação e com corações genuínos. Continuar lendo Os Religiosos São Os Outros

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