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Deus Está No Deserto

Deus está no deserto
Foto: Otto Helberg

Quem é que nunca passou por uma fase em que tudo parece estar desmoronando?

Aquele momento que até parece mais difícil do que a gente se sente preparado pra enfrentar…

Dias intensos. 

E é exatamente nessa hora que as circunstâncias podem nos pressionar de tal forma pra tentar dizer que Deus não está conosco ou que Ele não é tão bom assim… o que é mentira. Continuar lendo Deus Está No Deserto

Eu já entendi que a igreja te machucou. Mas e agora?

igreja machucouHá quase dois anos eu escrevi um texto que viralizou chamado Me desculpe se a igreja te machucou. Na época eu recebi dezenas de mensagens de pessoas que foram impactadas pela história/testemunho, dizendo que queriam progredir… Mas, com o tempo, eu vejo que muitas acabaram ficando presas no mesmo lugar, imobilizadas pelas circunstâncias. Ou pior, acabam entrando em um lugar de rebeldia,  como se o mundo lhes devessem alguma coisa.

Eu ainda continuo cansado de ver tanta gente ferida por uma cultura cristã controladora e abusiva, que pouco revela o amor de Cristo. Mas como avançar para vivermos tudo aquilo que Deus tem pra gente?

1- Libere perdão

Perdoar não é: “está tudo bem, só não quero ver fulano nem pintado de ouro”.
O verdadeiro perdão restaura o padrão.
Isso não te obriga a voltar a andar com a pessoa, ainda porque é preciso de duas pessoas para um relacionamento funcionar. Mas dizer que um certo líder é ruim, falso, mentiro, controlador ou o que quer que seja, não faz de você uma pessoa melhor. E viver preso a dor que alguém te causou no passado é como caminhar pelo inferno. Não vale a pena. Seja livre: perdoe!

2- Vá para o secreto

Tenha o hábito de trancar a porta do seu quarto e ter um tempo a sós com Deus. E nesse lugar compartilhe todas as suas dores e frustrações. Tire sua máscara e seja transparente com Ele. Como diz em Filipenses 4: lance sobre Ele toda a sua preocupação, toda a sua ansiedade, e permita que a paz que excede todo entendimento invada o teu ser.
Passar um tempo com Deus deve te levar a enxergar as pessoas como Ele enxerga, e falar delas com Ele fala.

3- Vá pra igreja

Já ouvi muitos motivos pra não ir à igreja. E eu tenho certeza que motivos não irão faltar. Mas, na verdade, muita gente desiste da igreja porque descobre que a liderança é feita de pessoas tão imperfeitas quanto elas. Ou, então, muitos estão com vergonha de admitir que preferem viver no pecado ao invés fazer parte de uma igreja. Sendo que, na verdade, eu não acredito que quem experimentou do amor do Pai queira viver no pecado. Mas o medo, a culpa e a condenação, infelizmente, acabam gritando muito mais alto.

Só que Jesus fala pra sermos um. Então se nosso foco é Cristo, precisamos aprender a andar em unidade. Como faz? Esse é um grande desafio pra nossa cultura, eu sei. Mas a transformação começa dentro de nós, ao darmos ouvido aquilo que o Pai fala ao nosso respeito, de que nós somos filhos amados. E com isso eu tenho certeza que a nossa escolha será estar entre aqueles que edificam, e não dos que apenas criticam.

Com isso eu não digo para você se tornar membro da primeira igreja que você passa, mas que antes de tudo peça a Deus por um direcionamento e que você encontre um lugar onde você se sinta parte de uma familia e desafiado a ir além!

4- Seja Igreja

Jesus não veio para que apenas fôssemos para o Céu, mas para que o Céu habitasse dentro de nós. Quando você investe muito tempo olhando para o que não está acontecendo, você perde a beleza daquilo que Deus está fazendo. E Ele quer fazer grandes coisas em sua vida e através dela!

Assim, minha oração é para que esse seja um tempo de cura, de paz, de restauração e de unidade!

Que venhamos aprender a andar em humildade e totalmente entregues à vontade do Pai, envolvidos em sua Presença, em um lugar de intimidade.

Que Deus te abençoe!

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Networking Gospel: Amizade Sincera ou Mera Politicagem?

networkingQuanto mais a minha página se desenvolve e o blog cresce, mais eu percebo algo interessante: o crescimento do número de pessoas aleatórias que compartilham links de ministérios por mensagens privadas pedindo para “dar uma forcinha”.

Amigos, me respondam uma coisa: tenho cara de outdoor? haha

Brincadeiras à parte, é claro que eu amo conhecer gente nova, novos projetos e ver aquilo que Deus tem feito no meio do Seu povo. É claro que eu também amo ministrar nas igrejas e compartilhar com as pessoas aquilo que Deus tem colocado em meu coração pra essa geração.

Mas, quanto mais eu avanço, mais eu percebo que as melhores conexões são feitas à mesa, de preferência tomando um bom açaí. Pois à mesa eu já passei por momentos em que me surpreendi positivamente com pessoas que carregavam doutrinas completamente diferentes da minha, mas que também já me frustrei com outras ao ouvir o coração por trás das ações.

Acredito que foi assim que surgiu uma frase que eu sempre digo para aqueles que caminham comigo: “Não se impressione facilmente com uma pessoa por causa de seu dom, porque dom não revela caráter.

Porque assim como já encontrei muita coisa boa à mesa, também já encontrei muita carnalidade: “homens e mulheres de Deus” que só sabem falar  de seus ministérios pessoais, dos materiais vendidos, de dinheiro, das agendas que eles precisam organizar e cumprir, dos likes que as suas fotos ganharam e dos compartilhamentos que os seus vídeos tiveram, da visibilidade que eles teriam perto de tal pessoa, fofoca, politicagem e assim por diante, como se a igreja fosse um grande mercado.

Ah, Gabriel, é assim mesmo…” – me desculpe, mas só é assim se você permitir. Ainda mais se você for um líder em uma igreja, movimento ou comunidade. Você tem responsabilidade de fazer algo diferente.

Porque quando Paulo viu Pedro bancando a falsiane (Gl2:11), ele não quis saber se Pedro tinha caminhado ao lado de Jesus em sua jornada na Terra; e também não deu um sorriso amarelo e passou a mão em sua cabeça como se a sua atitude fosse normal; mas no mesmo instante repreendeu a sua hipocrisia, porque afetava pessoas a quem ele amava.

Eu entendo que aqueles que trabalham integralmente para a Igreja têm compromissos financeiros a serem cumpridos como qualquer pessoa. Mas qual seria o limite?

Porque é com esse contexto que eu já ouvi diversas vezes: “Você tem que fazer conexões, Gabriel“. 

Sim, eu amo conexões! Eu amo conexões porque eu amo pessoas e suas histórias, seja quem for. Mas amo conexões divinas e não conexões forçadas. Eu amo fazer amizades sinceras onde os propósitos se alinham e não conexões onde “fulado conhece beltrano que vai te ajudar a chegar a algum lugar”.

Afinal, não é assim que deveria de ser?!

Porque se “fazer conexões” é entrar num ciclo onde o que reina é a troca de favores e de interesses egocêntricos, eu posso dizer que é melhor continuar ganhando uma pessoa por vez, cuidando daqueles que Deus tem te dado, fazendo culto nas casas, ministrando a céu aberto, na praia, nas praças e assim por diante, do que corromper o seu coração a entrar em um lugar onde você fica sedento por crescer em influência, perdendo o foco da Presença e do que realmente importa.

Então rola sim trocar uma ideia, estar junto e conversar sobre as coisas do Reino, mas não rola um “me segue que eu te sigo de volta”. Besteira!

Porque eu acredito que precisamos buscar andar em unidade, sim, e crescer nisso. Estamos aprendendo. E existe tanta gente incrivel com as quais podemos caminhar! Mas se as nossas conexões se estendem a mera troca de plataformas, meu amigo, Jesus acaba sendo vendido a preço de banana.

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Religiosidade? Tô fora! Mas, afinal, o que isso significa?

religiosidadeHá uns sete anos eu assisti um vídeo onde o pastor dizia que odiava religião e a cada palavra que saía de sua boca parecia que eu estava entrando em um novo mundo onde tudo fazia sentido, porque eu percebi que eu vivia debaixo de uma mentalidade legalista, onde Deus só iria me amar se eu fizesse tudo corretamente.

Naquele momento, eu comecei a compreender que Deus me amava e ponto. E ao longo da caminhada eu venho aprendendo que é o seu amor que transforma a minha vida, me levando a um lugar de cada vez mais intimidade; e não a minha performance baseada em um monte de regras que buscam mascarar o meu “eu”.

Como um marco em minha vida, o assistia quase toda semana para me lembrar que eu também odiava religião e que nunca mais queria aquilo perto de mim. Que eu queria ser CRISTÃO e não EVANGÉLICO. Que eu queria seguir a Jesus Cristo e não simplesmente frequentar uma igreja por frequentar.

E desde então eu comecei a ignorar tudo o que parecia antiquado, como regras banais repletas de controle por medo do pecado e doutrinas que levavam as pessoas a uma padronização sem sentido.

Neste tempo eu venho percebendo o quanto a igreja também tem crescido nisso e se transformado. Até mesmo igrejas mais conservadoras têm buscado adotar uma linguagem mais contemporânea, acompanhando os avanços que acontecem no mundo.

Porém, religiosidade vai muito além de padrões e estilos.

Religiosidade não tem a ver apenas com o fato de você vestir um terno ou uma camisa de malha pra ir ao culto, cortar ou não cortar o cabelo, usar ou não usar maquiagem, fazer ou não fazer tatuagem, ter ou não ter um sistema de iluminação e projeção incrível na igreja, usar saia ou calça jeans, e assim por diante.

Porque muitas vezes podemos abandonar certas doutrinas e regras, porém continuarmos pessoas religiosas.

Deixa eu explicar: talvez hoje você não se esconda mais atrás de uma roupa que tudo cobre e de uma falsa humildade que tenta esmagar o seu valor; mas esconde seus medos, frustrações e inseguranças nas novas roupas e atitudes, na falsa felicidade construída nas redes sociais, nos bens que “foram dados por Deus” mas que na verdade são objetos de orgulho e arrogância, nos relacionamentos rasos e assim por diante.

Ou seja, você pode estar na moda, se vestir como um hipster, frequentar uma igreja bacana, ter a melhor conta do instagram e ainda assim continuar uma pessoa religiosa, se o Espírito Santo não for o seu guia em tudo o que você fizer. Porque uma pessoa que anda em religiosidade é aquela que tira Espírito Santo da equação.

Amigos, Jesus não se entregou para que apenas abandonássemos certas tradições (o que é muito bom), mas para que vivamos além delas, em um relacionamento íntimo com Ele, confiando em Seu amor que nunca falha e que está disponível todos os dias, tornando-nos verdadeiramente livres e seguros para fazermos todas as coisas. Ele removeu o espírito de órfão e nos tornou filhos, agindo em nossas vidas e através de nossas vidas para que todos possam experimentar o que é ser amado.

Portanto, não se engane, trocando de máscara só porque a mais nova parece mais bonita. Não vale a pena! Você já experimentou isso uma vez e sabe como funciona, que é vazio e sem propósito. E às vezes é difícil mudar pela falta de reconhecer que existe uma necessidade de transformação, afinal, pelo tanto que eu já conversei com as pessoas, eu percebo que os religiosos são sempre os outros.

Mas saiba que é possível ir além! Pois Deus te chama pra andar em liberdade, livre de si mesmo e totalmente dependente dEle. Por isso, confie em Seu amor e se renda Àquele que jamais vai abandonar e que vai estar ao seu lado para sempre! Apenas diga “Espírito Santo, estou aqui para me render a Ti todos os dias de minha vida”, na certeza que Ele vai guiar cada um dos seus passos.

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Jesus Cristo e a Questão da Intolerância Religiosa

jesuscristoPor um breve momento eu quero te convidar a mudar o nome de Jesus para Rodrigo.

Vamos dizer que Rodrigo surge falando sobre algo que ele chama de “Reino de Deus“.
Isso não sendo o suficiente, ele também diz que a vida está nele e que ele é o único caminho a Deus.

Seria um pouco estranho, não é mesmo? No mínimo você pensaria que Rodrigo era um maluco fanático.

Só que em seguida Rodrigo vai a um casamento e quando o vinho da festa acaba, para que os noivos não passassem vergonha, ele transforma a água em vinho, um vinho tão bom que surpreende o encarregado da festa.

Depois dessa, já era, Rodrigo começa a orar pelas pessoas. E não é que elas eram curadas?

Coisas incríveis começaram a acontecer, ao ponto dele orar por um amigo que tinha morrido e esse cara voltar a vida!

O mais legal era ver que Rodrigo não queria que as pessoas fossem simplesmente curadas, mas que elas recebessem de um amor como elas nunca tinham experimentado antes.

Ele chegava perto de pessoas marginalizadas e as amava de uma forma sobrenatural.
Ele também ia até pessoas de elevada posição social e as ensinava sem julgá-las.

Para alguns, o seu convite a segui-lo parecia um tanto quanto radical. Por exemplo: ele chegou a pedir a um jovem rico e religioso que pegasse toda a sua fortuna e a doasse aos pobres. Mas, infelizmente, com esse convite acabou descobrindo que o jovem preferia se apegar a uma religião do que um relacionamento com ele.

Ele também falava algumas coisas que eram difíceis de entender, mas ele não parava de demonstrar amor aqueles que vinham até ele com humildade. Por onde ele passava, havia cura, transformação e restauração.

Por isso, certo dia eu tomei a decisão de seguir Rodrigo e ver a forma em que ele levava a vida e o que eu encontrei nele foi verdade. Descobri que ele não levava a vida, mas que ele é a própria vida, assim como ele tinha falado.

Porque quando ele disse que ia morrer pelos meus pecados, ele tomou coragem e se entregou. E não morreu, mas ressuscitou, vencendo a morte. E não apenas ressuscitou, como também enviou o Espírito Santo para me ajudar em todas as coisas, me consolar em todo momento e me capacitar para fazer as mesmas coisas que ele fez. Sim, hoje eu posso fazer as mesmas coisas que ele fez!

E nesse tempo todo eu intencionalmente chamei Jesus de Rodrigo porque as pessoas tendem a ligar Jesus a uma religião, a algo distante, como se ele nunca tivesse vindo à Terra, como se ele fosse uma lenda, como se ele não fosse uma pessoaMas ele veio. Viveu aqui, assim como eu e você. Morreu e ressucitou, como ele tinha falado. E assim como Jesus é uma pessoa, existe apenas um Evangelho, o Evangelho de Cristo.

Eu sei que por muitos anos pessoas mataram em nome de Jesus.
Roubaram em nome de Jesus.
Perseguiram em nome de Jesus.
Fizeram atrocidades em nome de Jesus.

Isso acontece desde a época de Jesus, quando Pedro, um de seus discípulos mais próximos, corta a orelha de um guarda, em nome de Jesus. Mas sabe o que Jesus fez? Ele curou Malco e se entregou às autoridades!

Infelizmente muitos discipulos ainda ferem pessoas nos dias de hoje, por falta de revelação do amor de Jesus.
Mas eu oro para que a ignorância das pessoas não seja algo que nos impeça de conhecer a Cristo e que venhamos a descobrir que fomos chamados para trazer cura às pessoas e não mais sofrimento.

Porque quando eu digo que eu só acredito em Jesus, isso não diz e nem me dá o direito de ser intolerante com alguém. Só diz que eu escolhi acreditar em TUDO o que Jesus disse porque ele nunca mentiu e nunca falhou.

Ele de fato se mostrou e se mostra a expressão perfeita do amor do Pai e nEle eu encontrei plenitude que tem transformado a minha vida e de pessoas ao meu redor. Um amor que me cura e que me chama a caminhar em um lugar de intimidade, com paz e alegria, disponível a todo aquele que acredita nele.

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Qual seria o lugar de Deus na política terrena?

DeusEu acredito que cada partido político contém princípios incríveis que buscam gerar transformação e desenvolvimento em diversas esferas sociais, trazendo justiça, paz e alegria aos cidadãos e que tais princípios são legítimos, de corações que clamam por mudança. Ou seja, com isso eu quero dizer que cada partido contém,sim, valores que correspondem ao Reino de Deus (Romanos 14:17).

Porém o maior problema não está no ideal que eles carregam, mas no ser humano: nós que somos falhos acreditamos que podemos colocar a nossa plena confiança em homens falhos, desejando que eles solucionem todas as questões que enfrentamos.

Isso não sendo o suficiente, em seguida apontamos o dedo uns aos os outros, de acordo com o apoio político que cada um exerce. Ou seja, aquilo que deveria ser usado para nos unir, que deveria trazer o potencial de cada um à superfície, só nos separa mais e mais e, assim, entramos em um lugar que ao invés de buscarmos o melhor de cada um com o objetivo do bem social, passamos a nos enxergar como adversários, pessoas que devemos destruir.

É claro que eu não sou ingênuo ao ponto de pensar que por trás de belos discursos não existam interesses pessoais imbutidos, cheios de inveja, egoísmo e disputa de poder. Mas é por isso que neste momento eu oro, primeiramente, para que Deus venha a revelar o Seu amor e graça para aqueles que já exercem poder político. E, segundo, para que Ele também levante homens como José (Genesis 37-50).

E antes que você pense que quero envolver política com religião, você está enganado, meu amigo. Eu sou a favor de um Estado laico, porque historicamente podemos ver o mal que a igreja fez à humanidade em nome de Deus. Mas isso não quer dizer que eu seja a favor de um Estado ateu e nesse momento o que mais precisamos é de Deus.

E precisamos de homens como José, sim, que com direcionamento e sabedoria divina, livrou o povo da miséria. Ou, então, mulheres como Ester, cuja a coragem livrou o seu povo da morte, mesmo sabendo que precisaria colocar a sua própria vida em risco.

Precisamos de homens e mulheres que se pareçam com Jesus, que estejam em suas posições política para servir. Homens e mulheres que tenham um relacionamento íntimo com o Pai, conheçam sua identidade em Cristo e sejam guiados pelo Espírito Santo para trazerem melhorias para o nosso sistema de educação, saúde, transporte, segurança, etc.

Porém, temos que ter algo firme em nossos corações: ainda que esses homens e mulheres venham a aparecer, certamente com inspiração divina eles conseguirão contribuir para que tenhamos uma melhor experiência nessa Terra – o que é algo incrível! Eles podem resolver crises econômicas, políticas, entre muitas outras, dependendo do seu grau de influência. Todavia nenhum deles será capaz de resolver a nossa crise de identidade, de que somos filhos amados por um bom Pai.

Todos eles podem contribuir para que o nosso país tenha uma melhor infra-estrutura.
Mas nenhum deles será capaz de nos dar vida.
Todos eles podem fazer um excelente trabalho capaz de deixar registros em livros de História.
Mas só Jesus é capaz de nos salvar eternamente.

Ou seja, é muito importante que você busque sabedoria na hora de escolher o seu candidato.
Mas não dê a homens e mulheres um lugar que deveria ser apenas de Deus.

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Jesus ama o Neymar, sim!

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No final dos Jogos Olímpicos do Rio fomos presenteados. E não foi apenas com mais uma vitória da seleção brasileira, mas foi com o primeiro ouro olímpico do futebol masculino, de uma equipe que foi extremamente criticada e muito desacreditada. Afinal, quem imaginou que venceríamos a Alemanha após o inesquecível 7×1 em 2014? Porém, depois de um jogo bem disputado, conseguimos a tão sonhada medalha!

Só que algo acabou chamando mais atenção do que o lugar no topo do pódio: a polêmica briga de Neymar. Pois, como todos sabemos, no momento da celebração ele acabou tendo um conflito com um torcedor, xingando palavrões em sua direção, com uma faixa em sua testa onde dizia: “100% Jesus“.

“Jesus teria virado a outra face”
“Neymar não é cristão”
” Jesus é 0% Neymar”
E assim por diante…

Mas quantas vezes eu também já não me encontrei em uma posição em questionar a fé em alguém devido aos frutos produzidos? E é nesse momento que eu me lembro do que Jesus disse sobre a videira e os ramos, ensinamento que encontramos em João 15, que diz: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo aquele que dá fruto Ele poda, para que dê mais fruto ainda (…)”

Intensionalmente eu deixei em negrito a parte que diz que Jesus corta o ramo que não dá fruto. Afinal, quantas vezes eu já não ouvi alguém ministrar essa passagem com o foco nesse pequeno versículo?! Só que a palavra grega usada para CORTAR é “AIRO”, que na maioria dos textos foi mal traduzida e o seu significado é LEVANTAR.

“Levantar” sugere uma imagem de agricultor se abaixando para erguer um galho, porque os galhos novos de uma vinha tendem a ir pra baixo e crescer perto do chão. Com isso, eles não conseguem produzir frutos porque quando os galhos crescem junto ao chão, as folhas ficam cobertas de poeira e quando chove, ficam cheias de lama e mofam.

Mas o objetivo de Deus é de nos fazer frutíferos e não nos fazer queimar no fogo.
Ele deseja que sejamos frutífero e que geremos mais frutos.

Quando um ramo adoece, o que se pode fazer? Cortar e jogar fora? De jeito nenhum! Ele é valioso demais para isso! Então, para recuperar os ramos, o agricultor passa com um balde d’água à procura desses galhos e em seguida os levanta e os lava, para que venham a se tornar frutíferos novamente.
Com isso, o que ele está fazendo?
Ele está dando direção.

E quantas vezes tivemos a convicção de que Jesus era o nosso Salvador mas tudo o que precisávamos no momento era de uma direção para continuar dando frutos?

Com isso, eu não estou buscando passar a mão na cabeça de Neymar e dizer que concordo com sua atitude nessa ocasião ou em muitas outras que vemos na mídia. Tais posicionamentos não revelam o amor do Pai.

Mas, assim como o Pai não desiste dele, eu prefiro ser alguém que encoraja, que constrói, que lança palavras de fé, mesmo que ele não venha a ouvir nenhuma delas, mas com o coração na expectativa de que Deus venha a trazer pessoas ao seu redor que o motivem a viver a plenitude daquilo que o Pai o criou pra ser: um filho que manifesta o Seu amor com sinais e maravilhas e impacta de forma sobrenaturalmente natural aqueles que estão ao seu redor. Porque isso é ser 100% Jesus e é pra isso que ele foi chamado pra viver!

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Nós Não Somos Pecadores, Nós Somos Santos

pecadores santosEu já tinha escrito o texto “E quem foi que disse que você é um pecador?“. Mas, recentemente, eu encontrei esse artigo do Kris Vallotton, pastor da Bethel Church e diretor da Bethel School of Supernatural Ministry; e resolvi traduzir e compartilhar com vocês, pois eu creio que esse é um assunto muito importante para o crescimento e amadurecimento da Igreja. Espero que vocês sejam abençoados por essa mensagem.


Você já se perguntou que se nós realmente somos novas criaturas e não batalhamos mais contra a carne, então como é que ainda pecamos? Isso significa que ainda temos a natureza pecaminosa? Deixa eu te perguntar o seguinte: Adão e Eva tinham a natureza pecaminosa quando eles caíram? A resposta é “não”. Adão e Eva provaram que você não precisa da natureza pecaminosa para pecar. Depois que Deus criou Adão e Eva, ambos macho e fêmea, Ele olhou para tudo o que fez e disse que era “muito bom” (Gn1:31). Se Adão e Eva tivessem a natureza pecaminosa, Deus não os teriam chamados de “muito bom”.

ACREDITANDO EM UMA MENTIRA

Isso mostra que tudo o que você precisa para pecar é do livre arbítrio e a capacidade de acreditar em uma mentira. Todos os cristãos possuem essa qualidade e é por isso que o apóstolo João ensinou para não nos enganarmos sobre quem nós éramos antes de sermos purificados do pecado e quem nós nos tornamos após sermos purificados:

“Se afirmamos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. (…) Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (1 Jo 1:8-9, 2:1)

João deixa claro que todos nós chegamos a Cristo como pessoas que “tem pecado” – isto é, que são propensas a pecar. Afinal, Deus só salva pecadores. Não importa quão legais, atenciosas, generosas e amigáveis as pessoas são, elas continuam inerentemente propensas a fazer errado se elas não conhecem a Jesus. Assim, a primeira forma que podemos enganar a nós mesmos é ao declarar que nós não temos pecado que precisa ser perdoado.

NOVA CRIAÇÃO

Mas o objetivo da carta de João era para que nós não pecássemos, o que só é possível se a purificação que recebemos de Cristo removeu a nossa antiga propensão ao pecado. Isso é o que a experiência de batismo como nova criação nos fez. Nossa antiga natureza se afogou, e nós saimos da água com um novo espírito, um espírito que clama: “Abba Pai!”. No mais profundo do nosso interior, nós agora somos pessoas incríveis que amam de forma inerente e que desejam pelo Pai celestial, assim como Jesus deseja. Não há nenhum mal intrinsecamente presente em nós. Temos o coração dos Ceús.

Na verdade, Deus tem feito tanto para nos preparar para uma vida santa que se (não quando) nós pecarmos, nós realmente precisaremos de um advogado para ajudar a defender o nosso caso. Assim, depois de termos confessado os nossos pecados, a segunda forma que podemos enganar a nós mesmos é ao dizer que nós conhecemos a Deus enquanto ainda praticamos o pecado. E uma das melhores formas de fazer isso é abraçar a crença de que nós ainda somos pecadores por natureza. Se nós acreditarmos que somos pecadores, vamos continuar a pecar.

NÃO MAIS PECADORES

É por isso que João nos ensinou a acreditar que nós não vamos pecar quando aprendemos a permanecer em Cristo. Ele escreve: “Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu (…) Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado porque é nascido de Deus.” (1 Jo 3:6,9)

Wow! Essas palavras são fortes. “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado”. Essas passagens realmente direcionam ao ponto ao qual eu quero ir: todos nós que conhecemos a Deus não estamos em guerra com a carne. Nós não somos mais pecadores. Mas nós temos, sim, um inimigo mal que é um pecador. Ele está continuamente acusando o Corpo de ter a sua própria natureza perversa. Ele está tentando nos fazer acreditar nele, e nos fazer esquecer quem realmente somos e de nos desqualificar do nosso destino divino de colocá-lo debaixo de nossos pés.

NÓS PODEMOS ESCOLHER PECAR

Deixa eu ser claro que eu não estou dizendo que nós nunca escolheremos pecar ou nunca vamos precisar nos arrepender depois que termos nascido de novo. Como eu disse, tudo o que precisamos para pecar é do nosso livre-arbítrio e a capacidade de acreditar nas mentiras do inimigo, e os cristãos possuem ambos. Podemos de fato escolher o pecado, e consequentemente precisamos de arrependimento. O que estou dizendo é que nós não pecamos naturalmente porque nós não temos mais a natureza pecaminosa que é casada com a Lei. Nossa antiga natureza foi crucificada com Cristo, nós somos novas criaturas casadas com Cristo em uma Nova Aliança.

A vida cristã normal não é pra ser um exaustivo combate com um homem morto, mas é uma vida abundante e cheia de alegria com Deus, temperada com uma temporada ocasional de uma forte resistência do nosso inimigo.

Texto original: We are not sinner, we are saints.

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Eu tenho certeza de que ele pode impactar alguém que você conhece!

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Quando DEUS Quebrou o Meu Preconceito Em Relação Ao Ministério de Dança

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Saara Taina – Bethel Church

Há uns anos atrás eu tinha um certo preconceito em relação ao ministério de dança que eu vi nas igrejas porque sempre achei meio sem sentido e sem propósito. Mas Deus começou a quebrar isso em mim e o ápice dessa jornada foi em 2013, quando fiz pra uma viagem missionária para as Filipinas.

Na metade da viagem, fizemos um evento evangelístico em um shopping de Manila, que envolvia a utilização de muita arte para ministrar sobre a vida das pessoas e logo no começo contamos com a participação de uma banda. Com o som rolando, as pessoas foram se aproximando aos poucos e, junto com a música, algumas meninas da equipe começaram a dançar.

Mas tinha uma menina, em especial, que fez a dança mais estranha que eu já tinha visto: ela balançava os braços de uma forma tão desengonçada que eu nem sei explicar direito. E dentro de mim eu pensava: “isso não pode ser de Deus”.

Então teve um momento bem no meio do louvor que alguém subiu no palco para fazer um apelo, perguntando quem gostaria de receber Jesus em sua vida. E, na mesma hora, um homem de aproximadamente 40 anos que estava à minha frente, levantou a mão.

Eu saí do meu lugar e fui orar com ele e logo em seguida eu senti direção de perguntar se ele queria ser batizado com o Espírito Santo. Ele respondeu que sim e em menos de trinta segundos depois começou a falar em línguas. Foi incrível!!!

Mas eu fiquei com uma certa curiosidade e perguntei pra ele antes de me despedir: “o que te fez parar aqui no meio do shopping em pleno dia de semana e tomar a decisão por receber Jesus em sua vida?”

E ele me respondeu: “bem… eu estava caminhando, ai ouvi a música e decidi parar um pouquinho. Quando eu vi aquela menina dançando (ele aponta para a menina que dançava estranho), eu descobri o que era verdadeira alegria. E eu sabia que eu queria aquilo para a minha vida”

As suas palavras acabaram comigo, no bom sentido! Pois isso me levou a buscar enxergar as coisas que as vezes eu não entendo através dos olhos do amor e da graça do Pai e ver o que Ele está querendo fazer.

Com isso eu não estou falando que não existem desafios e coisas para serem alinhadas e corrigidas, em cada ministério. Eu também não estou falando que devemos desligar o nosso discernimento ou deixar de andar à luz da Palavra. E também não quero dizer que precisa ser tudo uma bagunça.

Mas se muitas vezes nos deixarmos dominar pela crítica pelo simples fato de não compreendermos a manifestação do amor de Deus, podemos acabar matando o potencial que existe dentro do Corpo.

Não me sinto nem um pouco chamado pro ministério de dança, mas o que eu quero ver é pessoas se entregando a Jesus, com dança ou sem dança, com música ou sem música, com arte ou sem arte. Mas, principalmente, da forma que Ele direcionar. E isso demanda relacionamento e sensibilidade pra ouvir a Sua voz, e não uma fórmula perfeita de como tudo precisa sempre ser.

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Eu tenho certeza de que ele pode impactar alguém que você conhece!

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